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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Grandes escritores estão em Dourados para a I Feira do Livro e da Leitura


Durante a programação da I Feira do Livro e da Leitura de Mato Grosso do Sul, de 14 a 17 de junho, no Parque dos Ipês, Dourados celebra os autores regionais e recebe escritores de renome nacional, em atividades abertas ao público. Estão previstos eventos com Pedro Bandeira, Fabrício Carpinejar e Mauro Santa Cecília.
Pedro Bandeira é o autor de literatura juvenil que mais vende no Brasil (10,8 milhões de exemplares até 2009, além de 11,2 milhões adquiridos pelo governo federal para distribuição às bibliotecas escolares). Só no ano de 2010 publicou “O mistério da fábrica de livros (2ª edição)”, “Um crime mais que perfeito in ‘Histórias da meia-noite’ (contos)”,  “Tia in ‘Segredos de terror’ (contos)”, “O último suspiro in ‘Segredos de amor’ (coletânea de contos - reedição)” e “Kindilin na floresta encantada”.
Marcou a adolescência de toda uma geração com a série de aventuras do grupo secreto “Os Karas” (“Droga de americana!”, “Anjo da Morte”, “A Droga da Obediência”, “A Droga do Amor” e “Pântano de Sangue”) e tem várias vídeo aulas disponibilizadas no site Biblioteca Pedro Bandeira, da Editora Moderna.
A primeira palestra com autores regionais será proferida quinta-feira (14), às 13h, por Graciela Chamorro e Jorge Eremites, na tenda “Bate-papo na estrada”. Os autores conversarão sobre os livros “Ñande Ru Marangatu: laudo antropológico e histórico sobre uma terra kaiowa na fronteira do Brasil com o Paraguai, município de Antônio João, Mato Grosso do Sul”, de Jorge Eremites Oliveira e Levi Marques Pereira, e “Terra Madura Yvy Araguyje: fundamento da Palavra Guarani”, de Graciela Chamorro.
As obras dessa primeira palestra, às 13h, e do Café Literário, que ocorrerá todas as manhãs na tenda “Bate-papo na estrada”, das 9h às 12h, são publicadas pela Editora UFGD, estarão no estande da Feira e estão disponíveis para download gratuito no site da universidade.
Já às 15h desta quinta-feira (14) começa o debate com Fabrício Carpinejar, na tenda “Na Carona”.  Poeta e jornalista, Carpinejar é mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS e autor de livros como “As Solas do Sol”, “Um Terno de Pássaros ao Sul”, “Terceira Sede”, “Biografia de uma árvore”, “Caixa de Sapatos”, “Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa”, “Cinco Marias”, “Como no Céu e Livro de Visitas”, “O Amor Esquece de Começar”, “Filhote De Cruz Credo”, “Meu filho, minha filha”, “Canalha!”, “Diário de um Apaixonado: sintomas de um bem incurável”, “Mulher perdigueira” e “Borralheiro”.

SEXTA-FEIRA

Na sexta-feira, a partir das 9h, o Café Literário (tenda Bate-papo na estrada), terá como tema central a "Educação e transformações sociais", por isso os autores estarão apresentando e debate dos livros “Saberes da Terra: teoria e vivências”, organizado por Alexandra Santos Pinheiro, Losandro Antonio Tedeschi e Walter Marschner; “Educação, Relações de Gênero e Movimentos Sociais: um diálogo necessário”, organizado por Alzira Menegat e Marisa Farias; e “A Especificidade da Ação Afirmativa no Brasil: o caso do Centro Nacional de Cidadania Negra em Uberaba – MG”, de Márcio Mucedula Aguiar.
Ainda na sexta-feira (15), está prevista palestra show às 14h com Emmanuel Marinho, na tenda “Bate papo na estrada”. Emmanuel Marinho é poeta, ator e educador, considerado uma das maiores referências da cultura de Mato Grosso do Sul. Publicou os livros "Ópera 3", "Cantos de Terra", "Jardim das Violetras", "Margem de Papel","Satilírico", "Caixa de Poemas" e "Caixa das Delícias".
Também na tarde de sexta-feira, das 15h às 16h30, será realizada a roda de tereré com jovens da Academia Douradense de Letras, na tenda “Na Carona”, e das 16h30 às 17h30 apresentação das obras dos membros da Academia Douradense de Letras, na tenda “Bate-papo na estrada”.
A Academia convidou seus membros para contarem a origem do autor e o trabalho de cada um, então provavelmente estarão presentes Brígido Ibanhes, Odila Lange, Iracema Tibúrcio, Rute Hellmann, Wilson Biasotto, Ilson Osório, Heleninha de Oliveira e Waldir Guerra. Já o projeto com jovens envolve alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e busca, através da convivência dos adolescentes com os imortais da Academia, formar incentivadores da literatura nas comunidades onde moram.

SÁBADO

No sábado, o Café Literário terá a partir das 9h, o bate-papo será sobre “Leitura e Literatura”, com os autores de “Gêneros Textuais na Escola: da compreensão à produção”, de Adair Vieira Gonçalves, “Interfaces Culturais: the Ventriloquist's tale e Macunaíma”, de Leoné Astride Barzotto; e “A Teia do Contar na Nhecolândia: a personagem lendária Mãozão”, de Áurea Rita Ferreira.
Na tarde de sábado (16), das 14h às 15h, na tenda “Bate-papo na estrada” será realizada a palestra com o poeta Carlos Magno (Grupo Literário Arandu), às 15h começa o debate com Mauro Santa Cecília, com o tema Letra e Música, na tenda “Na Carona”, mesmo local onde será realizada a Contação de Histórias e Causos da Academia Douradense de Letras.
Mauro Santa Cecília é poeta, vencedor do Prêmio Stanislau Ponte Preta 94, autor de livros como “A Todo o Transe” e “Olho Frenético”, e é parceiro do Frejat e do Barão Vermelho, entre outros nomes é co-autor de músicas como “Por você” e “Amor para recomeçar”.

DOMINGO

No último dia da programação, domingo (17), o Café Literário começa às 9h com o tema "Análises regionais" e o debate sobre os livros “Transportes e Formação Regional - Contribuições à história dos transportes no Brasil”, de Paulo Roberto Cimó Queiroz; “O Espaço e o Vento: olhares da migração gaúcha para Mato Grosso de quem partiu e de quem ficou”, de Jones Dari Goettert; e “Mato Grosso do Sul no contexto dos Novos Paradigmas de Integração e Desenvolvimento Nacional”, de Adáuto de Oliveira Souza.
Fechando a programação relacionada diretamente aos escritores, na tarde de domingo, a grande atração será o escritor Pedro Bandeira, às 14h, na tenda “Bate-papo na estrada”. Logo mais, às 15, a tenda “Na Carona” receberá atividade do Instituto Weimar Torres.

Fonte: Comunicação UFGD

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tetila defende a valorização
do patrimônio cultural
sul-mato-grossense
O prefeito Laerte Tetila com os professores que publicaram artigos
no livro sobre o patrimônio historio do Mato Grosso do Sul

O prefeito Laerte Tetila participou na noite de sábado, dia 26 de janeiro de 2008, na Casa Arandu, sede da Academia Douradense de Letras (ADL) do coquetel de lançamento do livro: “PATRIMÔNIO CULTURAL DE MATO GROSSO DO SUL: Identidades e Memórias”. O livro contendo 33 trabalhos sobre os aspectos culturais de Mato Grosso do Sul foi escrito por 124 educadores da rede pública e universitários.

Tetila destacou a importância do livro organizado pelo Grupo Literário Arandu e defendeu a valorização do patrimônio cultural sul-mato-grossense para que uma identidade própria do estado seja reafirmada. Para o mestre e historiador regional Carlos Magno Mieres Amarilha, “as atenções para lugares da cultura material como espaço público, entre praças, monumentos, parques, escolas, cemitérios, árvores, Igrejas, hospitais, maternidades, casas, prédios, edifícios, quilombolas, lugares sagrados, a Língua Guarani, a Lingüiça de Maracaju e outros artigos editados neste livro é de suma importância para o engrandecimento da cultura sul-mato-grossense”.

Carlos Magno foi o ministrante do curso realizado de agosto a dezembro do ano passado nas cidades de Dourados e Glória de Dourados. A produção dos 33 artigos foi pré-requisito para o recebimento do certificado de conclusão do curso.

Ainda para Amarilha, “os monumentos representativos da cidade procuram salvar o passado para servir o presente e o futuro. Preserva-se um bem cultural não só pelo seu valor estético, arquitetônico ou histórico.

Ele é preservado se tem significação para a comunidade em que está inserido e se essa preservação possibilita a melhoria da qualidade de vida de seus moradores e contribui para a construção de sua identidade cultural para o exercício da cidadania”.

Para o editor Nicanor Coelho, “o presente livro também auxilia os professores a instrumentalizar no processo ensino aprendizagem os bens culturais do patrimônio cultural de MS, a fim de estimular, nos alunos, o senso de preservação da memória social coletiva, como condição indispensável à construção de uma nova cidadania e identidade plural. Consideramos a escola como um espaço imprescindível no exercício e formação de cidadania de nossas crianças, adolescentes, jovens e alunos do EJA”.

Para o organizador do curso Luciano Serafim, “realizar um curso sobre o Estado de Mato Grosso do Sul não é tarefa fácil, agora publicá-los é muito mais difícil ainda, por isso, mais prazeroso também. Os participantes de uma forma em geral gostam do curso, mas a dedicação em entregar o trabalho para ser publicado é outra coisa, o apego ao projeto é maior, a satisfação de pesquisar não tem preço, por isso, a importância desse livro para a população em geral, o patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul tem uma importância capital na memória coletiva da humanidade. A preservação da memória coletiva é a garantia da própria identidade, de podermos reunir tudo o que fomos e fizemos a tudo que somos e fazemos”.

De acordo com Amarilha, é preciso criar arquivos, manter aniversários, celebrar cultos à memória de muitas cidades do interior e da própria capital de MS. Nesse sentido, a preocupação com a preservação do Patrimônio Cultural de Mato Grosso do Sul é uma das metas de primazia do Núcleo de Estudos das Identidades Culturais de Mato Grosso do Sul do Grupo Literário Arandu, por isso, a entidade fomentadora da cultura regional, toma a iniciativa de promover Cursos de Extensão para educadores da rede pública e estudantes universitários, com o objetivo de pesquisar a memória sul-mato-grossense e “resgatar” em parte os bens culturais materiais e imateriais de MS. Igualmente poder divulgar obras de relevância social com olhar crítico das representações das memórias coletivas do sul de MS.

Os 33 trabalhos publicados no livro, há depoimentos sobre a fundação da CAND - Colônia Agrícola Nacional de Dourados, dos distritos de Itahum, da Vila São Pedro, da Vila Vargas, da Vila de Macaúba da região do Guassú, do mesmo modo, há informações sobre a Usina Filinto Muller, do Parque Antenor Martins, do Monumento ao Colono, da Festa da

Lingüiça da cidade de Maracaju, da praça e da Igreja Matriz do município de Naviraí, da cultura material indígena, reivindicação para que a Língua Guarani seja um patrimônio cultural da cidade de Dourados, que o tereré seja igualmente um patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul, que o Cine Ouro Branco seja tombado; inúmeros artigos sobre os aspectos históricos e do cotidiano da cidade de Glória de Dourados, da paróquia São José de Itaporã, da Escola Estadual Edwirges Coelho Derzi do município de Deodápolis, da árvore “Pau-de-Óleo” da cidade de Caarapó, do Santuário Nossa Senhora dos Navegantes, do município de Fátima do Sul, entre outros artigos em defesa da literatura, das artes, das ciências, das identidades e memórias de Mato Grosso do Sul.

Redação: Agcom